Cerro Porteño 0 x 1 Grêmio

Pedras, garrafas, cadeiras, pontapés, pênalti. Nada pôde com o tricolor.
A recepção paraguaia à delegação gremista não foi nada boa. Já no deslocamento entre o hotel e o estádio o ônibus foi apedrejado por torcedores do Cerro. Antes do início da partida, uma surpresa: Teco entra no lugar de Bruno Teles.
O jogo começou com o Grêmio pressionando com Carlos Eduardo, Lucas e Tcheco. O Cerro Porteño não dava espaços e chegava no contra-ataque. Aos 10 minutos, Saja fez sua primeira boa defesa no jogo, depois do chute de Britez. Dez minutos depois, Tuta recebeu um encontrão de dois jogadores paraguaios e teve que ser substituído. Douglas entrou. A partida parou por alguns minutos porque os torcedores não paravam de atirar objetos no campo. A situação do Grêmio não era nada boa: tinha que agüentar a já tradicional pressão da torcida paraguaia logo depois de perder boa parte do seu poder ofensivo. No fim, o Grêmio é que passou a jogar nos contra-ataques. Apesar da velocidade das jogadas, a primeira etapa acabou sem grandes chances para as duas equipes.feb16lucas-cerro_180×218.jpg
Na volta do intervalo o Cerro continuava pressionando, mas sem muita objetividade. Aos 7 minutos, num contra-ataque, Patrício cruzou, a defesa afastou e Lucas disparou um chutaço sem chances para Navarro. 1 a 0. Pouco depois o mesmo Lucas cruzou para Tcheco que chutou por cima, perdendo um gol feito. O Grêmio tomou conta e, aos 15, Diego Souza desperdiçou outra boa chance. Com o fim do jogo se aproximando o Cerro partiu para o ataque e, quando conseguiu passar pela zaga, parou no goleiro Saja. Aos 40, o jogo foi novamente interrompido por causa da torcida. Lucas levou uma garrafada na coxa.
O árbitro, considerado um dos melhores da Argentina, não resistiu à pressão e acabou marcando um pênalti muito duvidoso: a bola bateu na mão de Teco aos 43 minutos. El Tigre Ramirez (ex-Flamengo) bateu no canto direito e Saja salvou com uma mão só, para fechar sua brilhante apresentação. O argentino bateu um recorde pessoal: está há 5 jogos sem levar gol.
O ritmo diminuiu e o árbitro terminou o jogo depois de muita confusão, mas colocou na súmula que ainda restavam 4 minutos. A Conmebol já anunciou que vai homologar a vitória gremista. O regulamento da Libertadores diz que quando a partida for suspensa por agressões o jogo termine em 3 a 0 para o time que estava vencendo.
Como Juca Kfouri escreveu, foi um jogo ao estilo da velha Libertadores.

O tricolor é líder do grupo, tem 3 pontos e saldo 1. A próxima batalha é no Olímpico contra o Cúcuta Deportivo, dia 27.

MELHORES MOMENTOS:

COPA TOYOTA LIBERTADORES 2007
CERRO PORTEÑO: Navarro; Alvarez, Rodrigo Costa, Fidel Pérez e Nuñez (Cristaldo); Britez (Gimenez), Gonzalez, Salcedo e Morínigo (Éder Godoi), César Ramirez e Da Silva. Técnico: Gustavo Costas
GRÊMIO: Saja, Patrício, Schiavi, William e Teco; Edmilson, Lucas (Sandro), Diego Souza, Tcheco e Carlos Eduardo (Ramon); Tuta (Douglas). Técnico: Mano Menezes
Arbitragem: Héctor Baldassi (ARG), auxiliado por Pablo Lunatti e Walter Velaz (todos da argentina).
Estádio Coronel Pablo Rojas (Olla Azulgrana) – Assunção-PAR
15 de fevereiro de 2007 – 22h45min

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